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VACINA É MELHOR PROTEÇÃO DOS CÃES CONTRA LEPTOSPIROSE

 

 

No Brasil, são dois os principais tipos de bactérias que provocam a doença

Até as próximas chuvas, cães podem ser protegidos contra leptospirose. A proteção ideal: vacinação contra as principais bactérias que causam a doença.

Tais bactérias são chamadas de leptospiras. Apesar de haver mais de 200 variantes delas, apenas duas são as que mais infectam os cães – L. icterohaemorrhagiae e L. canicola, ambas típicas das áreas urbanas. “Na zona rural ou no entorno de reservas florestais, outras variantes sorológicas das leptospiras podem infectar o cão, porém não há vacina para elas”, afirma a veterinária Mitika Hagiwara, professora titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP). “Infecção pelas bactérias gripotyphosa ou pomona, para as quais existe uma vacina comercial, é pouco freqüente no meio urbano”, alerta a professora.

As leptospiras são eliminadas para o ambiente pela urina de seus hospedeiros, como ratos urbanos, roedores silvestres e outros mamíferos domésticos ou silvestres. O homem e o cão se contaminam quando entram em contato com urina ou água infectada. Por isso, os donos de cães devem evitar contato do animal com águas paradas, locais úmidos à beira de córregos, ou sempre sombreados, e com acúmulo de detritos.

“A excessiva promiscuidade entre cães também pode resultar na transmissão da leptospira se um dos animais estiver contaminado”, esclarece Mitika, lembrando que “a prevenção da doença é feita pela imunização”.

Apesar de a estação das chuvas expor o animal a maior risco de contrair leptospirose, a disseminação das leptospiras no ambiente ocorre durante o ano todo. “O cão pode adquirir a infecção em qualquer época, se as condições ambientais forem precárias.”

O principal sintoma da leptospirose é icterícia, um sinal de comprometimento do fígado. “O cão doente pode apresentar febre na fase inicial, depressão, diarréia, vômito, desidratação, ulcerações na boca e necrose de língua, dependendo da bactéria que o infectou”, diz Mitika.

A professora explica que se o animal adquire leptospirose, há tratamento com boas chances de sobrevivência. “Mas, em alguns casos, apesar da aparente recuperação do animal, existe a possibilidade da manutenção da leptospira no rim por meses, o que pode resultar em insuficiência renal crônica no futuro.” Por isso, é melhor prevenir a doença com vacinação do que tratá-la depois de instalada.

A primeira vacinação do cão contra leptospirose deve ser feita em três doses com 3 a 4 semanas de intervalo entre cada aplicação. Os reforços devem ser anuais em dose única. A vacina Vanguard, fabricada pela Pfizer, protege cães contra várias doenças inclusive as duas formas urbanas de leptospirose.

A Pfizer é uma empresa de origem norte-americana que pesquisa, desenvolve e comercializa medicamentos líderes nas áreas de saúde humana e animal, além de possuir algumas das marcas mais conhecidas no setor de consumo. Presente em mais de 150 países, a empresa está no Brasil desde 1952 e, atualmente, tem mais de 2 mil funcionários.

São mais de 90 produtos no portfólio da Divisão de Saúde Animal da Pfizer. Entre os de maior destaque estão: Dectomax (antiparasitário para bovinos), TopTag (brinco para controle da mosca-dos-chifres em bovinos), CIDR (progesterona natural para aumentar a eficiência reprodutiva), Lutalyse (prostaglandina natural), Pathozone (antimastítico), RespiSure e RespiSure One (vacina contra pneumonia enzoótica em suínos), Lincomix e Linco-Spectin (antibióticos para o tratamento de infecções de aves e suínos), Revolution (medicamento contra parasitas externos e internos de cães e gatos), Rimadyl (antiinflamatório para artrite canina), Vanguard (vacina contra importantes doenças dos cães). A Pfizer também tem atuação na área agrícola, com destaque para os fertilizantes Cofermol-Plus (para culturas de soja, feijão, vagem, ervilha, alfafa e milho), Plantin Citrus (frutas cítricas) e Plantin II (café, algodão, frutas e hortaliças).
 
 
 

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